segunda-feira, 16 de novembro de 2009

2012

Na passada quinta-feira estreou o filme "2012" de Rolland Emmerich. O autor de filmes como "O dia da Independência” e “O dia depois de amanhã” ou de “10 000 A.C.” (este reflecti se haveria de pôr, afinal não se trata de um dia, e tira a mística deste realizador).

Se conhecem o calendário Maia – quem não conhece, não é verdade? – sabem que o seu término ocorre no dia 21 de Dezembro de 2012. E, curiosamente é esse o cerne do filme. A civilização Maia que já tinha previsto outros eventos no seu calendário, como a chegada do homem branco à América, tem esta ideia incrivelmente estapafúrdia de que o mundo vai acabar. Mas isso é uma das ideias mal contadas. Eis que os senhores astrónomos nos dizem que irá haver nesse dia um alinhamento da Terra com o Sol, o centro da galáxia e mais outros corpos celestes, e visto que o centro da galáxia é um buraco negro, há quem diga que vamos ser engolidos nesse dia.

Voltando ao filme. Eu fui ver, e gostei. Pelos efeitos especiais. E pela noção de que o mundo acaba, e, como sempre, nos filmes deste senhor, estamos todos muito bem num momento, e no outro estamos numa limusina a fugir de LA, que se está a partir (literalmente) para apanhar um avião SEM PILOTO. É claro, que nesse dia, quem vir o filme, vai decerto alugar um avião particular – comecem a juntas poupanças.Até que ponto é que esta “profecia” é real? Não foram só os Maias, existem outros senhores profetas que acharam por bem ter esta ideia. Eu só não percebo o facto de me andarem a impingir o fim do mundo há pelo menos 9 anos. Em 2000 o mundo ia acabar, porque sim. Em 06/06/06, o mundo ia acabar, porque sim (e em todas as datas redondas – dando primazia à data de Lúcifer). O que é certo é que até o Sr. Merlin previu isso (juntamente com o nascimento do artista – ou seja, de Hitler).

Eu?Eu aposto €50 em como vai ser um dia como tantos outros.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Demanda do título

É com muita franqueza que vos aclaro o título deste blog. Pensei em fazer um blog (como alguns diriam, outro novamente) para dizer ao mundo – ou a meia dúzia de pessoas – a minha opinião sobre diversos temas que aparecem aqui e ali na real orbe e e no mundo virtual. Porém, tinha de ter um título. Um título que não fosse demasiado explícito nem demasiado implícito. Um título, meus caros, que por nada dizer acerca de coisa nenhuma, cria alguma dita pendência para conhecer o seu objecto. Então, achei por bem criar um título algo antónimo, e até peguei no dicionário. Pensei em várias coisas: primeiro surgiu-me “Doce Amargura”, além de estar indisponível, era um tanto franzino, depois, lembrei-me de “Metódica Anarquia”, um tanto ou quanto obtuso. Mais tarde lembrei-me de utilizar as minhas iniciais, então pensei em “Reino Heterónimo”, o que não faria muito sentido, porque não tenho várias identidades, “Heróico Retrato” – ou “Retrato Heróico”, ainda assim, achava que não se enquadrava na alma do blog. Até que estava a folhear o dicionário quando encontrei a palavra «regime».
Regime como o sistema político para governação, dirigir. Regime alimentar. Regime militar... E reconheci que, realmente, era eu que regia neste espaço, mas como não tenho nada para reger na real orbe, achei que era apenas uma virtual hipótese de título... E aí surgiu-me «hipotético». Regime Hipotético. Era esse o título que eu procurava.

Tomei a minha primeira demanda por terminada.